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Grey’s Anatomy: casting call e roteiro de episódio inédito vazaram. Confira!
Que a sexta temporada de Grey's Anatomy começa com a presença de um padre, você já sabe. Hoje descobrimos um pouco mais sobre o que primeiro episódio da nova temporada do drama médico guarda: o site Grey’s Gabble divulgou o casting call e scans de partes do roteiro do episódio que inaugura o sexto ano de Grey’s Anatomy.
E tudo indica que teremos muita tensão pela frente. Além dos boatos sobre um funeral no primeiro episódio da sexta temporada se confirmarem, as informações divulgadas hoje dão conta de um acidente grave, envolvendo várias vítimas. Muitos problemas a vista para Meredith, Derek, Mark, Lexie, Cristina e companhia, que no fim da quinta temporada lutavam para salvar as vidas de George e Izzie.
É bom lembrar que os scans podem ser apenas os testes de elenco a que se submeteram os candidatos aos papéis listados abaixo. Mas é comum que os atores e atrizes que tentam conseguir uma vaga no elenco das séries façam seus testes com o texto que interpretarão no episódio de que querem participar.
Confira o casting call e os scans:
Personagem: Andy Smith
Sexo: Masculino
Etnia: Qualquer
Idade:18, parecer com 15
Altura: Alto
Classe: Média
Papel: Paciente no SGH
Participação especial – número de episódios: 2
Personagem: Pam Smith
Sexo: Feminino
Etnia: Qualquer
Idade: Entre 30 e 40
Classe: Média
Papel: Mãe de Andy
Participação especial – número de episódios: 2
Personagem: Clara
Sexo: Feminino
Etnia: Qualquer
Idade:19
Papel: Paciente no SGH, estava no acidente
Detalhes: Estrangeira, com sotaque.
Participação especial – número de episódios: 2
Personagem: Jasmine e Jo
Sexo: Feminino
Etnia: Qualquer
Idade:19
Papel: Em forma, animadas, garotas que gostam da natureza viajando pelos Estados Unidos
Detalhes: Estrangeiras com sotaque verdadeiro
Coadjuvantes
Personagem: Padre
Sexo: Masculino
Idade:Em torno de 60
Papel: Padre católico
Coadjuvante

Dentro da sala de emergência – noite
Em uma maca, Dr. Black consulta Andy Smith (15), sua mãe preocupada Pam (35) os acompanha. Andy sente muita dor.
DR. BLACK: Há quanto tempo a dor começou?
ANDY: Não sei, há algumas semanas.
PAM: Dores de crescimento. Eu o levei para o nosso médico. Ele é um péssimo médico – ele – ele fica mandando mensagens pelo celular enquanto eu falo com ele. Mas ele é tudo que podemos pagar com o plano de saúde. Ele diagnosticou Andy com “dores de crescimento”. Mas, você sabe, eu cresci, e as dores de crescimento não me fizeram cair no campo de futebol. Dores de crescimento não me fizeram vomitar.
ANDY: Mãe, você está sendo um pouco dramática.
PAM: Sua dor é dramática para mim...
DR. BLACK: Sua mãe está certa. Foi bom vocês terem vindo.
ANDY: Obrigada. Porque... realmente dói. Tudo dói. O tempo todo.
Dr. Black fica preocupado enquanto ela termina de preencher a ficha.

Hospital – dia
Dr. Black está com Andy e Pam. Ele sente menos dor agora porque os remédios fizeram efeito.
ANDY: Você não tem que ir trabalhar, mãe?
PAM: Disse que estava doente de novo.
DR. BLACK: Então, sem aumento de leucócitos, sem infecção e sem sinais de hemorragia interna.
PAM: E daí? Você não encontrou nada?
DR. BLACK: Bem, não. Agora precisamos fazer os testes menos divertidos.
ANDY: Como assim, menos divertidos?
DR. BLACK: Para resumir, terei que inserir um cotonete em sua uretra.
ANDY: Minha u... minha “coisa”? Você quer enfiar um cotonete na minha “coisa”?
PAM: Por que alguém colocaria o que quer que seja em sua “coisa”?
DR. BLACK: Precisamos excluir gonorreia e essa é a única maneira de ter certeza.
PAM: Gonorreia? Ele tem 14 anos!
ANDY: Tenho 15, mãe.
PAM: Oh, meu Deus! Você está fazendo sexo, Andy?
ANDY: Não! Não me olhe assim. Não estou.
(MAIS)

ANDY (cont.): Juro que não estou. Quer dizer, gostaria de estar, mas...
PAM: Andy...
ANDY: Mãe, não estou!
DR. BLACK: Se você fez sexo, mesmo que tenha sido só uma vez, e não nos contar e nós pularmos esse teste...
ANDY: Eu nunca fiz sexo.
DR. BLACK: (para Pam) Acho que deveríamos fazer o teste mesmo assim.
ANDY: Eu nunca fiz sexo, OK? Eu nem ao menos já beijei uma garota. Eu juro.
DR. BLACK: OK. Vamos pegar mais uma amostra de urina – talvez o laboratório tenha cometido um erro e seja apenas uma infecção nos rins. Coisas mais estranhas já aconteceram.
PAM: Por favor, não... não desista de nós. Você é... você é meio que tudo o que temos agora e... eu sei que seria mais fácil apenas nos mandar embora com algumas pílulas de novo. Mas eu conheço meu filho. Eu o conheço... e algo está realmente errado.
Dr. Black sai.

Entrada de ambulâncias – noite
Uma ambulância, queimando pneus, estaciona na entrada de ambulâncias. Duas garotas – Jasmine e Jo, ambas com 19 anos, australianas, com shorts e biquíni, saem da ambulância.
PARAMÉDICO: Elas estavam no barco com ela.
Jasmine agarra um embrulho enrolado em uma jaqueta – um bebê?
JASMINE: Eu encontrei isso na água! Vocês precisam ficar com ela!
Dr. McQueen chega a ela quando o embrulho se abre, revelando... uma mão. Azulada e mole no fim de um braço.
JASMINE: Estava flutuando na água e eu a encontrei!
JASMINE: Vocês podem colocá-la de volta, não é?
DR. MCQUEEN: Faremos tudo o que for possível.
Dr. McQueen pega a mão e corre, deixando as garotas ofegantes e nervosas, assustadas.
JASMINE: Ai meu Deus, aquilo foi nojento.
JO: Você salvou a vida dela!
JASMINE (um pouco animada demais): Você acha?
As garotas entram orgulhosas de si mesmas.

Dentro da sala de emergências – noite
Dr. McQueen trabalha arduamente nos corpos inconscientes e sangrentos das vítimas do acidente de barco. Jasmine e Jo estão no caminho. Dr. McQueen está desviando delas para trabalhar.
JASMINE: Ela vai ficar OK, não é? Ela não está tão...
DR. MCQUEEN: Vocês devem esperar ali. Nós vamos avisar assim que...
JASMINE: Eu trouxe o braço dela até aqui. Isso ajudou, não é? Você costurá-lo de volta, certo?
Enfermeiras se preparam para movê-la. Dr. McQueen leva as garotas para o canto.
DR. MCQUEEN: Vocês podem ajudar assim: a amiga de vocês tem alguma alergia, já fez alguma cirurgia, deficiências imunológicas...
JASMINE: Ela não é nossa amiga...
JASMINE: Nós mal a conhecemos. Nós nos encontramos no avião que saiu de Sydney.
JASMINE: Estamos mochilando. Conhecendo os Estados Unidos...
JASMINE: Então nem a conhecemos. Nós somos apenas, você sabe, companheiras de viagem. Mas ela é bem legal.
DR. MCQUEEN: Um nome. Vocês sabem?
JASMINE: Clara.
JASMINE: Ferguson. Eu acho. Clara Ferguson. E ela mora com a mãe em Sydney.

DR. MCQUEEN: Vamos nos mover! (para Clara, inconsciente) Clara, fique conosco. Aguente firme.
Eles a levam. Jasmine chama.
JASMINE: Devemos ficar aqui?
DR. MCQUEEN: Sim.
As garotas observam o Dr. McQueen indo embora, olham uma para a outra.

Interior do quarto de Clara – noite.
Drª. James já terminou o expediente, está com roupas normais.
DRª. JAMES: Hey. Eu estava indo embora, mas quis desejar boa noite.
Clara parece mal, mas consegue acenar para a médica.
CLARA: ‘noite.
Drª James fica entusiasmada.
DRª. JAMES: Clara, sua mão se moveu! Quer dizer, você acenou! Isso é importante!
Clara percebe a animação da Drª. James, mas não o compartilha.
CLARA: Isso é “importante”? Que eu acenei? Que eu movi um dedo? Essa será a minha vida de agora em diante? Isso é o melhor que posso esperar?
E ela começa a chorar. Drª. James se acalma. Vai para o lado de Clara.
DRª. JAMES: Sei que não parece, Clara, mas é um milagre você ter sobrevivido. Você deveria ligar para sua mãe. Ela deve querer saber a verdade.
Clara olha para a Drª James por um longo tempo.
CLARA: Sua vaca idiota. Você não entende, não é? Você deveria ter me deixado morrer! Você não tinha nada que – você acha que é Deus? Eu deveria ter morrido! Você não entende?
Então, com sua nova e funcional mão, ela arranca o soro de seu braço. Quando o sangre começa a escorrer, Clara grita.
CLARA: Você acha que isso é um milagre? Quem quer viver assim? Me deixe morrer!
Drª. James tenta evitar que Clara faça estragos maiores

Cemitério – Dia
Uma multidão, um padre, um caixão.
PADRE: Há um tempo determinada para tudo o que acontece sob os céus. Tempo para nascer e tempo para morrer; tempo para semear e tempo para colher; tempo de matar e tempo de curar; tempo de destruir e tempo de construir...
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